A Reprogramação Muscular Profunda (R. M. P) é uma técnica de treinamento consciente que propõe padrões de movimento em posturas específicas direcionadas pela reeducação respiratória. É, também, uma reprogramação neuromuscular proprioceptiva que induz o indivíduo praticante a aprendizagem a partir da correção dos movimentos inadequados e percepção do posicionamento correto, de forma dinâmica e estática.

Utilizamos as vias de aprendizagem aferentes e eferentes, ou seja, estímulos da periferia para o cérebro e deste para a periferia, no intuito de alterar padrões já existentes, através da repetição de atividades, por meio dos exercícios, conforme o já conhecido conceito da plasticidade cerebral.

Os exercícios incluem as seguintes ferramentas de trabalho: reeducação respiratória, mobilidade articular, fortalecimento muscular, alongamento, coordenação motora e a correção de padrões inadequados de postura e movimentos já incorporados.

São utilizadas bolas de diferentes tamanhos, com material de consistência diferente; elásticos de resistência variável, rolos de posicionamento, bastões, dentre outros materiais; os exercícios são executados de forma progressiva, conforme a capacidade do indivíduo em realizar as tarefas específicas propostas pelo método. As posturas são realizadas com o indivíduo deitado, sentado ou em pé, geralmente em cadeia cinética fechada, existindo uma progressão no grau de dificuldade dos exercícios que evoluem de básicos a avançados. O fortalecimento dos pequenos e profundos músculos da coluna vertebral, bem como seu adequado alongamento são enfatizados a todo o momento durante a dos exercícios. O fortalecimento e a mobilização das cinturas escapular (ombros) e cintura pélvica (quadril) são coordenados juntamente com a respiração e contração dos músculos abdominais. Os exercícios são executados de forma lenta e sincronizada com modulação constante de tônus durante toda a evolução dos movimentos, que se desenvolvem de dinâmicos para estáticos.

Esta metodologia de trabalho tem sido utilizada na prática clínica de pacientes com quadros de disfunção músculo-esquelética e neurológica tais como: hérnias de disco e seqüelas neurológicas associadas, tendinites, escolioses, lesões nos esportes, tratamento conservador de condromalácia patelar por desequilíbrio biomecânico desta estrutura, lesões de ligamentos cruzados do joelho, complementação de tratamento pós-cirúrgico de prótese total de quadril, reabilitação pós-imobilização de fraturas, mal de Parkinson, dentre outros.
É empregada, também, em pessoas com sintomas de dores musculares intensas, associadas a contraturas, desvios posturais por desequilíbrio biomecânico das cadeias musculares antero-posteriores e laterais, devido a atividades laborais repetitivas de vida diária.
 
 
 
 
 
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